|
O Brasil entra em 2007 com um novo perfil. Para começar, sem o domínio de Sarney, no Maranhão, e de Antonio Carlos Magalhães, na Bahia, os dois últimos coronéis da política brasileira. Também ganha um toque mais feminino e começa uma fase mais desenvolvimentista, conforme foi anunciado por Lula. O presidente, por sua vez, fica fortalecido não só pela reeleição. Em comparação com 2002, conta com um quadro bem mais favorável. Quando tomou posse, na primeira vez, tinha o apoio de apenas três governadores. Agora, são 16.
As derrotas de Roseana Sarney no Maranhão e de Paulo Souto, afilhado de ACM, na Bahia, são mais do que perdas pessoais para dois dos caciques mais antigos e poderosos do País. Significam talvez o golpe de misericórdia no PFL, partido que está infiltrado no poder desde o regime militar. Uma situação parecida com a do PMDB em Goiás, que vai demorar uns bons anos para voltar aos bons tempos em que foi a principal sigla do Estado, sob o comando de Iris Rezende.
Apesar de continuar com minoria feminina no Congresso, o Brasil agora tem uma presença maior de mulheres na liderança dos Estados, com as vitórias de Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, e de Ana Júlia, no Pará. Em Goiás, ficam bem mais próximas do poder, já que Alcides prometeu destinar 50% dos cargos de direção do governo a elas.
Esse País que se delineia a partir de 2007 terá como marca a retomada do desenvolvimentismo, a diretriz governamental que colocou o País em um novo patamar. Ela começou com Getúlio Vargas, chegou ao seu auge com JK, com o famoso slogan “50 anos em 5”, e teve o fim decretado por FHC. Esse novo mapa político, a queda nas taxas de juros e outros indicadores positivos, mostram um quadro mais do que favorável. Enfim, chegou a hora de ver se o Brasil tem ou não tem jeito.
|